sexta-feira, 22 de abril de 2011

Série "Entrevista": Silvio Sarmento - I

Em sua saga por uma investigação sobre a história do teatro alagoano, o Contando a Cena traz uma entrevista com um dos atores mais talentosos do Estado, com uma vastíssima história de cena, com idas e vindas pelos palcos caetés, Silvinho, como é mais conhecido pelos amigos, nos conta um pouco da sua trajetória teatral e consequentemente da trajetória do teatro alagoano. Agradecemos carinhosamente sua generosidade e atenção.



CONTANDO A CENA - Quando e como você começou a fazer teatro aqui em Alagoas?
SILVIO SARMENTO - Comecei quando tomei conhecimento da existência de um curso de formação de atores, no caso, o da UFAL, em 1992. Eu tinha 19 anos na época, e já estava quase enlouquecendo para entrar no teatro, acho que desde os 13 anos... Vivia representando dentro de casa, feito um maluco. 

CONTANDO A CENA - Que grupos, artistas e espetáculos se destacavam naquele período? E por que?
SILVIO SARMENTO - Olha, no começo, eu não tinha muita noção de nada... Só depois, quando entrei no curso é que tomei conhecimento das pessoas que atuavam e dos grupos teatrais. Eram poucos... Sabia da ATA, do Infinito Enquanto Truque, do Cena Livre. O movimento teatral era muito esporádico. Isso bem no inicio dos anos noventa, quando comecei. Não tinha nem teatro, o Deodoro estava fechado. Os grupos eram antigos, já com uma história de luta e resistência, responsáveis pela permanência e manutenção da arte teatral em Alagoas. Por isso merecem nosso respeito e admiração. 

CONTANDO A CENA - Como você percebe o caminhar da cena alagoana do início da sua carreira até hoje? 
SILVIO SARMENTO - Percebo um crescimento enorme, graças à Deus! Hoje, existem vários grupos se  formando e permanecendo, muitas pessoas interessadas em fazer teatro, em viver de teatro. O que falta é mais incentivo em todos os sentidos. Cadê as leis: municipal e estadual? 

CONTANDO A CENA - Quais seus planos para 2011? 
SILVIO SARMENTO - Vou começar a ensaiar um texto do Homero Cavalcante, estréia prevista para junho ou julho; tem Rojo, um projeto que eu amo e quero continuar, e tem o trabalho lá do CESMAC (não sei ainda o que vai ser, e minha participação depende em parte disso). Pretendo terminar de filmar a segunda metade do curta que comecei com o Pedro da Rocha. Ah, quero dar início ao meu TCC também! rsrs.

CONTANDO A CENA - Que situação, cena ou história vivenciada no início da sua trajetória teatral você não esquece? 
SILVIO SARMENTO - Sem dúvida, o meu primeiro espetáculo, O Despertar da Primavera. Acredito que tenha marcado não só a mim, como a todos que fizeram parte. Um bando de jovens, a maioria sem experiência alguma, com um baita patrocínio (uma raridade, diga-se), um diretor que adorava instigar (Glauber Teixeira), e a vontade de fazer (descobrir o teatro). Foi muito bacana. Conseguimos, pois não existia teatro disponível na época, um galpão, onde antes era um supermercado em Jaraguá e reformamos todo. Waneska Pimentel e Mônica Carvalho como produtoras... Waneska, a produtora executiva, quase enlouquece de trabalhar. Tem um episódio antológico que não posso deixar de lembrar: todos do elenco colando mais de 3000 caixas de ovos nas paredes do galpão (para melhorar a acústica). Todos passando mal com o cheiro da cola... kkkkkkkkkkk Muito bom! Tem uma matéria que saiu na época escrita por um Luiz Nogueira (até hoje eu não sei se é o Lula Nogueira artista plástico, mas acho que é) e que transcrevo aqui:

Série "Entrevista": Silvio Sarmento - II

Página B-4, domingo 01/08/93 - Gazeta de Alagoas.


Luiz Nogueira(*)


Assisti, pesaroso, ao espetáculo teatral O Despertar da Primavera. Não por conta do grupo que o apresentou, composto de jovens apaixonados pela arte teatral, mas pelas condições nas quais o fato vem acontecendo: o espaço de um supermercado falido, de nome “Balaio”, na rua Comendador Leão. Perplexo, vi um cenário (pensado pelo Ênio Lins) bem elaborado, bem iluminado, e um grupo de jovens esbanjando amor pela arte teatral. Mas vi, (ouvi, é o termo) uma condição acústica do ambiente que compromete (por vezes) a fala dos jovens atores. Sem contar as acomodações, pouco elogiáveis. O espaço dispõe de um bom estacionamento.

Mas fiquei extremamente satisfeito. E até pediria para que as pessoas prestigiassem, nas próximas apresentações, aquele grupo de jovens que lutam, titanicamente, para que a cidade ainda se lembre de que o teatro existe e é uma atividade salutar.

Mas fiquei sem entender o seguinte: porque o grupo não está realizando  as apresentações no Teatro de Arena Ségio Cardoso, recém inaugurado. No Teatro Deodoro, nem pensar: ele está abandonado desde que o meu amigo Bráulio leite se aposentou...

Tenho visto outras atividades teatrais em “espaços alternativos” ora no auditório e ora num velho circo (aos pedaços) do estacionamento, ambos na antiga Reitoria, na praça Sinimbu. O problema tem sido o mesmo: os jovens não contam com patrocínios nem acomodações que permitam a um “crítico teatral” avaliar-lhes os talentos, o que é péssimo e capaz de fazer morrer muitas vocações artísticas. Se por acaso algum patrocínio acontece é sempre abaixo das suas necessidades com vistas a um bom espetáculo, o que é terrível, desmotivador e até mesmo cruel...

De resto este é o quadro nacional no tocante ao que se chama cultura. Mesmo a educação, que é obrigatória (a cultura também o é na Constituição) conhece os seus dias mais negros, basta que se examinem as greves, os baixos salários, a não reciclagem dos professores e outras tantas heresias...

Somente a juventude desse grupo de jovens atores se arriscaria a tão dura tarefa: a de enfrentar condições adversas para nos dar uma lição de que as coisas ainda são possíveis. Felizmente eles existem. E nos transmitem uma lição inesquecível, numa fala que não está no texto da peça: “Estamos e estaremos aqui. Sempre. Mesmo com o risco de comprometermos o nosso talento, ao trabalharmos nas condições mais adversas, porque, sabemos, o nosso maior talento (nestas horas difíceis por que passa a cultura nacional) é a nossa ousadia. Ai de nós se não fôssemos ousados!...

Sinto-me jovem, outra vez, em que me pesem os anos perdidos em lutas e clamores gritados a todos os pulmões contra a insensibilidade dos governantes com relação à cultura e à arte.

Mais calmo chego a pensar: “Quem sabe essa juventude é diferente da minha e conseguirá sensibilizar os novos dirigentes da Nação?”

Mas concluo(entristecido): “Se os governantes não ouvirem o clamor e o esforço daqules jovens permaneceremos nas trevas...”

domingo, 6 de março de 2011

Série "Juntando os Pedaços" - Uma aula com o IET

O teatro enquanto experiência vivida do lado de quem faz ainda era algo muito recente em minha vida. Em 1997, eu, então estudante colegial, participava do Grupo de Teatro Horae, do Colégio Marista de Maceió, mas isso é outra história. O que quero dizer é que naquele momento tudo era muito novo para mim. Eu não havia frequentado o teatro quando criança, pelo menos não me lembro de nenhuma outra situação tão marcante antes de entrar para o Horae; que já havia sido coordenado por Cláudio Barros e por René Guerra, e estava sob a orientação de Flávio Rabelo - um havia sido aluno do anterior e isso permitiu a continuidade de um mesmo pensamento e de uma mesma força para o grupo por um bom tempo.

As aulas de teatro eram aguardadas com ansiedade e vividas com plenitude. Algo naquela sala, naquela turma, naquele professor e, obviamente, na idade em que eu me encontrava, gerava uma energia extremamente prazerosa e criativa, onde pensamentos, ideias, jogos, brincadeiras e cenas alimentaram um aprendizado inesquecível.

Numa dessas aulas, que aconteciam todas segundas, quartas e sextas, das 18h às 21h, na sala de dança, o Flávio resolveu nos levar para um lugar que eu jamais imaginei que existisse, para ver um espetáculo que certamente não era recomendado para boa parte da turma. Mas isso eu só percebi um bom tempo depois, o que também nunca foi um problema para mim.

Foi meu primeiro contato com a cena alagoana. O espetáculo chamava-se "Expunk" e era uma espécie de colagem de textos do Caio Fernando Abreu e talvez de outros autores também, numa produção da Cia. Infinito Enquanto Truque (IET), sob a direção de Lael Correa. Eu nunca esqueci aquele dia. Não tinha a menor ideia da existência do grupo nem tão pouco sabia quem era Lael Correa. Isso me permitiu assistir ao espetáculo completamente desarmado e sem qualquer referência.

Bom, a peça acontecia no Espaço Camaleão (se não me engano era esse o nome), onde eles ensaiavam e apresentavam seus espetáculos, como uma espécie de sede, o que ao meu ver representava um diferencial em relação aos demais grupos atuantes da época. O espaço ficava no bairro do poço, na rua paralela à Igreja do Bonfim.

Como o espaço estava organizado para a apresentação e isso já faz um bom tempo não posso descrevê-lo com precisão, mas me recordo que ele trazia uma cara meio garagem, meio quintal. O público ficava espalhado pelo espaço, pois as cenas aconteciam em pontos diferentes. Lembro que me sentei num sofá velho, acho que da cor marrom...

Vale dizer que embora eu nunca tenha esquecido esse dia, já não guardo tantos detalhes e o que se segue a partir de então é fruto de certo esforço para descrever as imagens com base nas sensações que carrego comigo daquela experiência. 

Da cenografia eu me recordo de penumbra e sujeira, afinal o texto tratava de personagens marginais, sofridos. No elenco estavam com certeza o Marcos Wanderley (o mesmo do espetáculo "Insônia", da Cia. Teatro da Meia-Noite), a Monica Dogat, que eu acredito não mora mais em Maceió e o próprio Lael Correa. Suspeito de mais um ou dois atores, porém a mente falha na tentativa de encontrar rostos e nomes.

Sentado no sofá eu via com mais clareza as cenas do Marcos e ele falava, posso estar errado, trechos do "Além do Ponto", do C. F. Abreu. Um homem que anda no meio da chuva em direção à casa de um desconhecido que ele encontrou num bar certo dia, o amor. Ou talvez fosse uma adaptação de "O Marinheiro", também do Caio. Enfim.

Não havia linearidade na dramaturgia, os personagens falavam e falavam em tempos alternados e para mim, com a pouca vivência de teatro, aquilo soou estranho e confuso. Lembro que saí com dor de cabeça da apresentação e muito impressionado com a atuação do Marcos, pois a figura dele falando e olhando para o público permaneceu por alguns dias ainda na minha cabeça.

Acho que depois da apresentação rolou um bate papo com o grupo, mas não posso afirmar isso com certeza. No entanto me lembro do Flávio comentando posteriormente da sua intenção em nos levar ao espetáculo, que era de nos possibilitar conhecer outras formas de teatro, conhecer uma parte da classe artística e, logicamente, o Lael que já naquela época era um representante de grande importância para o teatro alagoano, porque produzia constantemente, assistia aos espetáculos dos outros grupos, criticava, questionava, brigava por espaço, se articulava legitimamente em prol do seu trabalho...

Foi assim que conheci o Lael, o Infinito, o Marcos, a Mônica... E esse dia abriu uma porta para ver os outros grupos, porque de repente me lembro de estar certo domingo no Teatro Deodoro assistindo "Flicts", da Cia. Pão e Circo, que já nem existe mais; e já um tempo depois flagrando um ensaio de "Toda Garça Tem um Drama que é um Graça", da finada Brasilarte... E assim por diante!

Eis o primeiro tapa que o teatro me deu. Esse texto é uma celebração ao que ainda guardo na memória sobre minha história no teatro, ou o início dela. É uma homenagem ao Flávio que sempre será um professor, ao Lael por quem tenho uma sincera admiração e a todas as demais pessoas, igualmente especiais, que o teatro me permitiu encontrar.

Como foi dito na primeira postagem desse blog, a intenção aqui é alimentar, comungar, compartilhar e garantir que a história do teatro alagoano não se perca nem se limite a poucos e pequenos núcleos. Por isso escrevo esse pedaço da minha história - o primeiro de muitos que pretendo escrever - e convido a quem tiver interesse a compartilhar um pedaço da sua história também. Como você começou a fazer teatro? Quando se viu no meio da classe teatral alagoana? Qual a primeira peça que você assistiu de um grupo local? O que você guarda desse dia?... Se você tem interesse em ter sua história postada aqui, por favor nos envie-a para o e-mail ciadochapeu@gmail.com e também para o meu pessoal: alsam_t@hotmail.com .

Um forte abraço e até a próxima.

Thiago Sampaio

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

Série "Retrospectiva 2010": Dezembro*

DE CASA:

O RETORNO DE RIAN

A Cia. de Ballet Eliana Cavalcanti apresentou o espetáculo "O Retorno de Rian", sob a direção da própria Eliana Cavalcanti e participação do bailarino Guilherme Oliveira (SP). A coreografia foi inspirada no balé "O Corsário" e aconteceu no Teatro Gustavo Leite, nos dias 03, 04 e 05/12.


PEDAÇOS DE NÓS MESMOS

No dia 11 de dezembro a Cia. Mestres da Graça apresentou seu espetáculo "Pedaços de Nós Mesmos", no Auditório da Casa Museu Graciliano Ramos, em Palmeira dos Índios. A peça é uma das produções selecionadas no edital de incentivo Alagoas em Cena.


ROSA DOS VENTOS
O Projeto Trampolim, da cidade de Boca da Mata, sob o patrocínio da Petrobrás, realizou a apresentação do espetáculo circense "Rosa dos Ventos", no Teatro Deodoro, no dia 15/12.


ROJO
O espetáculo "Rojo" voltou em cartaz nos dias 07, 08, 09 e 10/12, no Espaço Cultural Linda Mascarenhas. A montagem foi dirigida por Jonatha Albuquerque e Nara Salles.


O BURGUÊS FIDALGO
O Centro Universitário CESMAC promoveu a encenação "O Burguês Fidalgo", de Molière, sob direção de Homero Cavalcante. Foram três apresentações, nos dias 01, 03 e 05/12, no Teatro do Centro Cultural SESI (Pajuçara).




DEVASSAS
O espetáculo "Devassas - O que as Mulheres Gostariam que Fizessem com Elas na Cama", após temporada do mês de novembro, realizou mais duas apresentações no Teatro SESI Arapiraca, Nos dias 10 e 11/12. O espetáculo comemora 15 anos de carreira da atriz Ivana Iza.


QUARTAS NO ARENA
O projeto Quartas no Arena encerrou a edição 2010 com o espetáculo "Insônia", da Cia. Teatro da Meia-Noite, sob direção de Guilherme Ramos e atuação de Marcos Wanderley. As apresentações aconteceram nos dias 08 e 15/12, substituindo a peça "K.", da Cia. Ganymedes.


ATA
A Associação Teatral das Alagoas concluiu suas atividades de 2010 com uma programação envolvendo Leituras Dramatizadas e ainda os espetáculos "Os Infortúnios de uma Criança", "O Patinho Feio" e "A Troca", todos estreados nesse mesmo ano. As atividades aconteceram no Teatro de Arena Sérgio Cardoso, no periodo de 13 a 16/12. E dando continuidade às comemorações do grupo, seu espetáculo "A Troca" é contemplado no Programa BNB de Cultura 2011.


LEITURAS DRAMATIZADAS
O SESC Alagoas realizou nos dias 16, 17 e 18 as leituras dramatizadas, compondo Projeto Dramaturgia SESC Leituras em Cena, tendo como tema a obra de Ariano Suassuna, os diretores Magnun Angelo, Igor Rosa e Bárbara Baptista conduziram, respectivamente, as leituras dos textos "Uma Mulher Vestida de Sol", "A Pena e a Lei" e "A Farsa da Boa Preguiça".


CHÁ DA TARDE

Cia. do Chapéu realiza 4º Chá da Tarde, dessa vez na sua sede. A confraternização contou com o lançamento deste blog e teve a participação de alguns artistas e estudantes de artes cênicas, que trocaram idéias sobre o teatro alagoano e também se divertiram com a apresentação musical Samba de 2, conduzido pelos músicos Natalhinha Marinho e André Cavalcanti, e participação de Marcelo Marques (da Cia. Ganymedes).


NOITE FELIZ

Em Pilar, a Cia. Galhofa apresentou o espetáculo "Noite Feliz", sob a direção de Toninho Durval, no dia 26/12.


* Todas essas informações foram retiradas do Boletim Entremeios Culturais - serviço de comunicação e divulgação realizado pela Larissa Lisboa e Alice Jardim. No caso de correção ou acréscimo de informação, favor deixar comentário para posterior atualização da postagem. Em algumas postagens os nomes dos espetáculos ou artistas servirão de link para sites com mais detalhes sobre os acontecimentos, profissionais e instituições envolvidas.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Série "Retrospectiva 2010": Novembro*

DE CASA:

DEVASSAS - O QUE AS MULHERES GOSTARIAM QUE FIZESSEM COM ELAS NA CAMA


A atriz Ivana Iza estreou o espetáculo "Devassas - O Que as Mulheres Gostariam que Fizessem com Elas na Cama", agraciado com o Prêmio Funarte de Teatro Myriam Muniz 2009. O espetáculo ficou em temporada durante todas as sextas e sábados de novembro no teatro do Centro Cultural SESI, na Pajuçara.


CIA. REKA DE TEATRO

A Cia Reka de Teatro contemplada com o Prêmio Microprojetos Culturais - Mais Cultura Alagoas esteve em Penedo apresentando o espetáculo "Terapia de Grupo" e ministrando oficina teatral. O grupo contou com a parceria da Prefeitura Municipal de Penedo, da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo, da Secretaria Municipal de Educação e da Direção do Theatro Sete de Setembro.


TEATRO DEODORO COMEMORA ANIVERSARIO DE 100 ANOS

Teatro Deodoro comemora aniversário de 100 anos, realizando uma semana de atrações com espetáculos de teatro e dança, envolvendo grupos e artistas como a Associação Teatral Joana Gajuru, ATA, Cia. Teatro da Meia-noite, Cia. Ária Social (PE), Eliana Cavalcante, Emília Vasconcelos, Emília Clarck e Jeane Rocha, entre outros.


O CIRCO
Academia de Dança Manu Ducoulombier estreou "O Circo" seu primeiro espetáculo, realizado nos dias 19 e 20 de novembro no Teatro Marista.


MÍSTICO CLÃ DA SEREIA

Academia e Cia. de Dança Maria Emília Clark estreou o espetáculo "Místico Clã da Sereia", tendo como inspiração a vida e obra do cantor e compositor alagoano Djavan. A apresentação aconteceu no Teatro Gustavo Leite, nos dias 19, 20 e 21/11.



ROMEU, EVA E ADÃO!!!

Christiano Marinho e Paulo Sarmento estrearam a peça "Romeu, Eva e Adão!!!", apresentando nos dias 21 e 28/11, no Teatro do Centro Cultural SESI, na Pajuçara.



ALAGOAS EM CENA
Os artistas e grupos agraciados pelo Prêmio de Incentivo à Produção e Circulação de Projetos em Artes Cênicas em Alagoas "Alagoas em Cena" organizaram-se para cobrar uma posição da SECULT sobre o repasse da segunda parcela do Prêmio, com receio de gerar prejuízo à produção em andamento.


NEGRINHA


A Escola Superior da Magistratura do Estado de Alagoas (Esmal) trouxe à Maceió o espetáculo "Negrinha", escrito e encenado por Sara Antunes e com direção de Luiz Fernando Marques. A peça é retrata o fim da escravidão e a sociedade brasileira a partir da perspectiva de uma pequena escrava. Foram duas apresentações, nos dias 29 e 30/11.


* Todas essas informações foram retiradas do Boletim Entremeios Culturais - serviço de comunicação e divulgação realizado pela Larissa Lisboa e Alice Jardim. No caso de correção ou acréscimo de informação, favor deixar comentário para posterior atualização da postagem. Em algumas postagens os nomes dos espetáculos ou artistas servirão de link para sites com mais detalhes sobre os acontecimentos, profissionais e instituições envolvidas.

Série "Retrospectiva 2010": Outubro*

DE CASA:

ENCONTRO PROCESSOS CRIATIVOS

ENCONTRO: PROCESSOS CRIATIVOS EM ARTES CÊNICAS E AUDIOVISUAIS realizou-se na cidade de Maceió nos dias 03 a 09 de outubro de 2010 no SESC Centro Teatro Jofre Soares e Espaço Cultural Linda Mascarenhas, com apresentação de trabalho teóricos/ práticos.


TEATRO INFANTIL EM PENEDO

No mês de outubro o Theatro Sete de Setembro teve uma programação voltada para o público infantil. contando com a apresentação dos espetáculos "O Gato de Botas", do Grupo Grutal; "Ploc a Borboleta", da Cia. Cena&Ato. A programação contou ainda com a parceria do Projeto Cine Art Popular, orientado pelo professor Sérgio Onofre (UFAL).




MOSTRA GAJURU DE TEATRO DE RUA 


Em seus 15 anos, a Associação Teatral Joana Gajuru realizou uma série de atividades comemorativas. De 04 a 08 de outubro, por exemplo, a Mostra Gajuru de Teatro de Rua teve como palco o Calçadão do Comércio e a praça Deodoro, que receberam os espetáculos A Chegada de Lampião e da Prostituta no Céu (no dia 04, às 16h, no Calçadão do Comércio), Fome Come (no dia 05, às 16h, no Calçadão do Comércio), O Malandro e a Graxeira no Chumbrego da Orgia (no dia 06, às 16h, no Calçadão do Comércio), Baldroca (no dia 07, às 19h, na praça Deodoro) e Uma Canção de Guerreiro no Chumbrego da Orgia (no dia 08, às 16h, no Calçadão do Comércio). Calçadão do Comércio e praça Deodoro. No Centro de Maceió. De 04 a 08 de outubro, às 16h e 19h (Baldroca).


A GOTA D'ÁGUA 


Temporada do espetáculo "A Gota d'água" de Chico Buarque realizada: todas as sextas e sábados de outubro, as 19h30 e 17h, respectivamente, na sala preta do espaço cultural (Antiga reitoria).


ONÍ XÉ A ÀWÚRE 


Espetáculo de dança Oní Xé a Àwúre, baseada na lenda de Oxalufã, de Pierre Verger, dirigido pelo dançarino, professor e coreógrafo Edu Passos o espetáculo estreou no dia 10 de outubro, as 20h, no Teatro Deodoro. 


ROJO 

Em parceria com o Núcleo Transdisciplinar de Artes Cênicas e Espetaculares – NACE , o Espaço Cultural Linda Mascarenhas recebeu na terça-feira (12) a montagem cênica ROJO, que tem encenação assinada por Donda Albuquerque e Nara Salles. Resultado da investigação da obra da pintora mexicana Frida Kahlo e do diretor espanhol Pedro Almodóvar, a montagem elaborada num processo colaborativo mescla teatro, dança, música, artes visuais e cinema, com ênfase especial nessas duas últimas linguagens. Espaço Cultural Linda Mascarenhas. Av. Fernandes Lima, 1047, Farol. No dia 12 de outubro, às 18h.


A TROCA 


Para celebrar 55 anos de atividades, a Associação Teatral das Alagoas (ATA) preparou uma série de atividades. A primeira é a pré-estreia da montagem “A Troca”, dia 12, às 20h, no Teatro Deodoro. A história: Dois casais morando na mesma casa. Um feliz e satisfeito, e outro sustentando aparências. Desejo, amor, paixão, frustração, dependência, sexo e felicidade serão questionados. Espetáculo A Troca, da ATA, segue como atração no Projeto Quarta no Arena, nos dias 13 e 20, também às 19h30.


SESC ALAGOAS REALIZOU A 4ª ESTAPA DO PROJETO PALCO GIRATÓRIO COM A CIA. RAZÕES INVERSAS/ SP
Apresentação do espetáculo Agreste, da Cia Razões Inversas (SP). Local: Teatro Sesc Jofre Soares, Sesc Centro (Rua Barão de Alagoas, 229, Centro). Horário: 20h
Oficina Técnicas básicas de atuação, ministrada pela Cia Razões Inversas (SP)
Data: 15/10 e 16/10. Horário: 14h às 18h. Local: Sesc Ler Teotônio Vilela – Loteamento Parque do Futuro, Rua em Projeto, s/n, São Jorge.


NÓS, NOS E OUTROS


O espetáculo da Cia. de Teatro Animus foi atração do projeto Quarta no Arena. A peça é baseada na obra do filósofo Jean-Paul Sartre e pode ser vista na próxima quarta-feira, 27, e no dia 03 de outubro. Sempre às 19h30, no Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro).


AQUI(N)TA CULTURAL

Aqui(N)Ta Cultural aconteceu quinta-feira, 28 de outubro, às 17h30, no Espaço Cultural, na Praça Sinimbú. Este evento consistiu em apresentar as práticas coreográficas dos alunos do Curso de Licenciatura em Dança e da comunidade do entorno.


O PATINHO FEIO 


O espetáculo infantil encerra as atividades de 55 anos da Associação Teatral das Alagoas. A adaptação do clássico é de Lauro Gomes, direção de David Farias. No elenco, veteranos e novos atores da ATA. No sábado, dia 30, às 18h, no Teatro Deodoro.


DO LADO DE LÁ:

A DESCOBERTA DAS AMÉRICAS

Maceió recebeu o espetáculo A Descoberta das Américas. Estrelado em diversos palcos de todo o país. Leve e bem humorado, o espetáculo promete ser diversão garantida para o público.


* Todas essas informações foram retiradas do Boletim Entremeios Culturais - serviço de comunicação e divulgação realizado pela Larissa Lisboa e Alice Jardim. No caso de correção ou acréscimo de informação, favor deixar comentário para posterior atualização da postagem. Em algumas postagens os nomes dos espetáculos ou artistas servirão de link para sites com mais detalhes sobre os acontecimentos, profissionais e instituições envolvidas.   

Série "Retrospectiva 2010": Setembro*


DE CASA:

O DONO DA NOITE

Nos dias 01 e 08 de setembro o espetáculo "O Dono da Noite", da Cia. de Teatro e Dança Muro Imaginário estreou no projeto Quartas no Arena, sob a direção de Anderson Serpa. A peça foi inspirada nos seminários de Jacques-Marie Émile Lacan.


MADRE CORAJE

A Aldeia SESC Guerreiro das Alagoas teve seu encerramento marcado por mais um Overdoze. E no início da noite o projeto contou a apresentação internacional "Madre Coraje", com a atriz cubana Mérida Urquia.


 TILL, A SAGA DE UM HERÓI TORTO

O Grupo Galpão apresentou-se em Penedo/AL com o espetáculo "Till, a saga de um herói torto", na Praça 12 de Abril, e ainda bateu um papo com artistas e interessados sobre a trajetória do grupo, no Teatro Sete de Setembro.


REABERTURA DO TEATRO DEODORO
Teatro Deodoro reabre suas portas no dias 16 de setembro após 2 anos e 8 meses fechado para reforma.


DRAGÕES NÃO CONHECEM O PARAÍSO
Projeto Quartas no Arena encerra temporada de setembro com o espetáculo "Os Dragões Não Conhecem o Paraíso", da Cia. Avesso. A peça trata de um passeio pela essência da obra do escritor Caio Fernando Abreu, sob direção de Maylson Honorato.


24 HORAS CULTURA

Com o objetivo de proporcionar ao público um maior acesso ao conhecimento e à cultura do nosso Estado, o Serviço Social da Indústria (Sesi/AL) realizará a edição 2010 do projeto 24 Horas Cultura. Das 22h30 do dia 24 (sexta) até as 21h30 do dia 25 (sábado), serão apresentadas várias atrações, ininterruptamente, para todos os gostos.


GOTA D'ÁGUA

No dia 24 às 19h30, na sala preta do espaço cultural (Antiga reitoria) foi apresentado o espetáculo "A Gota D'água". A releitura do texto - originalmente montado como musical - ganha um novo formato ao fugir da proposta, com interpretação dos alunos\atores módulo III 2010.I do curso de formação de Ator\Atriz da scola técnica de Artes da Universidade Federal de Alagoas. A direção e adaptação do texto é do profº David Farias. Atrizes convidadas: Analice Souza & Roberta Aureliano. (texto de Bárbara Baptista). Entrada franca. Censura: 14 anos.


JOÃO E MARIA
Neste domingo (26) no Teatro Deodoro a peça João e Maria. Pç. Mal. Deodoro, s/n, Centro. No dia 26 de setembro, com sessão às 16h30.


I SEMANA DA ESCOLA TÉCNICA DE ARTES
A I Semana da Escola Técnica de Artes será realizada de 28 a 30 de setembro, de terça a quinta-feira, com uma vasta programação que inclui debates e apresentações artísticas. O objetivo é difundir o trabalho desenvolvido na Escola por docentes, alunos e técnicos, além de realizar cursos de atualização e reflexão sobre o ensino da arte. Programação: 18HS - Apresentação da Intervenção de Dança. 18:50-19:40 Apresentação do Quinteto MCZBrass. 20h - Lançamento do livro da Profa. Dra. Isabel Marques e do professor Arnaldo Siqueira.


ROMEU E JULIETA

Quarta no Arena – 6ª edição. Teatro de Arena Sérgio Cardoso (anexo ao Teatro Deodoro). Espetáculo “Romeu e Julieta”. Dias 29 de setembro e 06 de outubro. Horário: 19:30h. Realização: Diretoria de Teatros do Estado de Alagoas.
 

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